Verdade Factual VS Crença Instalada

Ao longo da história e desde que a mente humana existe, tod@s nós vimos sendo “impactados” pelos nossos próprios pensamentos e emoções subsequentes. De algum modo e em determinados contextos das nossas vidas, parecemos ser tomad@s ou possuídos por uma energia que nos empurra a pensar de uma determinada forma, condicionando a nossa visão clara dos factos e impactando a nossa interpretação dos mesmos. Isto leva-nos a velha frase Freudiana que diz e passo a citar: “O homem sofre mais na imaginação do que na realidade”.

Então hoje venho aqui deixar-vos uma pequena astucia mental que podemos usar para confrontar a mente com a mente, e chama-se Verdade Factual ou Crença Instalada?

Vou descrever ambas e depois descrevo o exercício mental que vos proponho:

Verdade Factual: Algo, alguma coisa, ou evento que factualmente ocorreu. (EX: Luto de alguém, deixamos passar o prazo de pagamento de algum serviço, estacionamos mal o carro e foi bloqueado, etc… Tudo o que seja efetivamente facto ou verdade factual)

Crença Instalada: Algo, alguma coisa ou evento que não aconteceu factualmente. Não ocorreu ainda, nem que seja altamente suspeitável, ainda não se produziu efetivamente)

Em cada momento, sempre que possível, só as vezes ou muito de vez em quando…(escolha o leitor@…

Devemos questionar-nos a nós mesmos sobre se o pensamento que estamos a entreter e a subsidiar dentro de nós repetidamente, é uma Verdade Factual ou apenas Crença Instalada.

Quando Verdade Factual – Devemos então aceitar o facto, focar na solução, meter ação na solução. E se for chorar, gritar, pedir ajuda, perguntar, irritar, etc…então é mesmo para ser sentido assim. As emoções nasceram para ser sentidas e não negadas. Passam se as olharmos e sentirmos.

Quando Crença Instalada – Devemos então descartar o pensamento e emoção, desmontando os argumentos fictícios (chamados FILMES) e á luz da verdade factual, aceitar que não sendo facto, torna-se desajustada a nossa interpretação do princípio de realidade que está diante de nós. Portanto resumindo, é tempo de parar, olhar, destruir a ilusão não factual, e manter a atenção as próximas ondas de mentiras ou crenças baseadas em copy/paste de pessoas a nossa volta.

NOTA: Devemos porem, criar a distância devida da situação, caso ela se demonstre para nós como sendo importante ou da mais alta intensidade, porque as emoções que temos podem toldar a nossa visão mais ampla da situação.

Referencia no método introspectivo Self -Inquiry desenvolvido pelo mestre Ramana Maharshi

Deus

Deus

Não existem separação entre o homem e Deus.

O grau de cocriação com que desencadeamos a nossa realidade, prova isso mesmo.

São então as nossas crenças, os nossos pensamentos, ou os que fomos adotando que nos levam a ideia da separação entre dois mundos. Deus ou o Reino dos Céus ou nós pobres mortais, por exemplo.

Após esta base, que claudica logo a cabeça, existem e existirão imensas versões desta mesma ideia, associadas a cultos religiosos ou a semelhantes. Algumas Dogmáticas.

Mas não é totalmente mau, essa falsa crença, já que ainda assim considero que não existem mau ou bom. Quem crê em algo não totalmente correto, está ainda assim a caminho de se tornar mais inteiro e coerente na sua crença, questionando, meditando ou ponderando o que acredita afinal.

Então para não se tornar um dogma este texto para o leitor ou leitora que me lê, terei de explicar e demonstrar que não há separação.

Tudo o que pensamos, atraímos para nós.

Somos muito mais poderosos com os nossos pensamentos do que pensamos. Com eles estamos a definir a nossa existência e experiência aqui e agora. Já relatado por mestres como Buda, Jesus, Lao Tse, Alan Wats, entre muitos, o que vivemos no exterior é o resultante do mundo interno. Quando não sabemos ou temos acesso a tudo o que pensamos, podemos atrair exatamente o que não queremos, por medo ou crença.

Então passamos para o que interessa que é, o que é o “Mundo Interno”?

O Mundo interno, contem o nosso Ego ou Identificação connosco próprios(as), cerca de 3%, e a Alma cerca de 97% de Inconsciente. Estes 97% de inconsciente estão ligados a Alma. Alma essa que é parte do Espírito, Criador, Essência, Fonte, Princípio criativo da vida, enfim…o nome nunca faz jus á dimensão. Nem é explicável em palavras.

Nestes 97% de ligação a Alma, estão contidos os programas com que a nossa linha ancestral se identificou, ou que por evolução das almas envolvidas na família, esses programas foram chamados a ser dissolvidos, resolvidos, trabalhados, etc..

Como podemos ter acesso a este Inconsciente, e com isso entender o que a nossa Alma veio quer trabalhar agora?

Pela observação das nossas ações, reflexos, pensamentos, emoções ou sensações. Mas o mais fiável é mesmo a linguagem imediata que podemos verificar no corpo, quando estamos ligados a ele (muitos de nós ainda desligados ☹).

Pela REPETIÇÂO destes que enumerei é possível entender o que estamos a viver e para quê o estamos a fazer.

Assim entendemos a mensagem, que não vem de fora, mas sim de dentro de nós. E é ele mesmo, Deus em nós.

O Inconsciente

O ser humano contém partes de si mesmo inconscientes, na verdade a maior parte de nós e a que mais comunica conosco é justamente o inconsciente. Apesar deste facto comprovado e testado por vários psicoterapeutas e psicanalistas, entre outros, parece que a maioria de nós não entende a dimensão deste tema. Se 97% de nós são “inconsciente”, e se é ele quem mais nos mostra o que estamos a viver na nossa realidade, então é dele que parte a raiz da nossa realidade e se é assim então a nossa responsabilidade está em entender os sinais desse inconsciente e dar ação ao que nos é solicitado por ele. São autenticas cartas da Alma para nós. Uma vez que para a Alma tudo é percebido, e de um ponto de vista que muito difere da nossa visão humana da vida.

Poe se a questão, então e como descodificar os sinais do inconsciente?

E a resposta é através da energia e da sua REPETIÇÂO em algo, alguma coisa, alguma situação, sensação, sonho, tendencia, etc…

Tenho referido que tudo é energia, e que energia é informação codificada. Essa codificação conseguimos senti-la em nós e nos outros, nos ambientes etc. Está relacionada com 2 campos energéticos em nós, que são o corpo físico e o corpo emocional, os 2 grandes vetores de percepção da energia em nós.

Sem Categorizar como positivas ou negativas, as energias podemos senti-las fisicamente:

  • Sensações no corpo físico perante algo, alguém, alguma situação etc.
  • Reflexos inconscientes ou ações (como se fossemos impelidos por força maior a fazer ou dizer algo)

Ou podemos sentir emocionalmente:

  • “Invadidos” por uma emoção que nos impele a uma reação por vezes, ou que nos ocupa a existência completamente perante algo, alguém, alguma situação etc.

A nossa capacidade de observação precisa de ser aprimorada para que seja possível a observação destes sinais do Inconsciente, conforme Carl Jung desenvolveu na sua vida dedicada justamente ao estudo desta parte maioritária de nós. O inconsciente que nos leva e baliza as nossas escolhas, impactando a nossa vida, de forma a criar a energia (normalmente desagradável) que gera a necessidade de mudança e que permitirá a transformação e cura daquele aspecto manifestado repetidamente pelo Inconsciente na vida de alguém, nas formas antes descritas e outras que não enumerei para não criar confusão.

Este novo entendimento permitiu ao ser humano criar ligação mais estreita consigo mesmo e com os seus propósitos ou aprendizagens no momento aqui e agora. Os chamados “gatilhos” que nos fazem “disparar” são na verdade janelas de oportunidade de mudança e crescimento.

Comece por observar a sua vida, e tente identificar o que é sempre repetido de forma quase igual?

O que acha?

O que achamos ser, ou tudo o que interpretamos e denominamos realidade, na verdade é apenas o resultado do nosso filtro interpretativo pessoal. Digamos que parcialmente real, já que se trata de um fragmento de informação, uma vez que se trata apenas da nossa visão dos factos. Seria impossível saber tudo em todos os momentos e essa é a sapiência inconstante da vida, é um facto que o leitor(a) poderá apresentar. No entanto teremos que acordar que é também um facto a visão minimalista da realidade, e ainda mais, uma autêntica loucura viver apenas de acordo com o cesto psicológico que chamamos eu.

Mas então poe-se a questão…” Devo acreditar em tudo o que penso ou acho?”

A resposta é NÃO categoricamente. E tenhamos alguns factos a considerar:

Nem tudo o que pensamos é necessariamente nosso em 1º lugar.

Somos alvo de várias influências ao longo de milénios, mais próximo claro dos familiares ascendentes e descendentes, mas também somos influenciados pela rua, cidade, casa, pais ou continente. Pelo clima, pelos amigos e colegas de trabalho ou escola. Estes e muitos outros formalizam crenças em nós, e não são necessariamente nossas em essência, mas decidimos acreditar.

Sentir mais, pensar menos será talvez a melhor e mais curta resolução.

Em 2º Nunca dispomos absolutamente de toda a informação.

O que sabemos mesmo do universo doo outro ou da sua realidade para opinar ou deliberar seja o que for sobre a sua vida? Como poderíamos alguma vez, mesmo vivendo eventos iguais de vida, comparar sensações ou dores emocionais vividas por alguém? Não podemos. Nem sabemos tão pouco que pessoas estão destinadas as cruzar-se connosco em vida e das quais teremos de aprender, ensinar, amar, evitar, irritar, etc. Não podemos controlar absolutamente isto.

Mas… podemos escolher e decidir com o que sentimos em coração. A nossa 1ª reação a algo ou alguma coisa que se apresenta. A dificuldade aqui é estar atento o suficiente para sentir-nos a nós mesmos.

O que acha? 🙂

Me ❤

Silênçio

O silêncio

Não há nada de errado com a ausência de som, ou o silencio. Parece assustador ou libertador quem sabe? A questão nunca é o que é? Mas sim para quem é? Para quem observa esse silencio.

Sabemos que a mente dualista e centro egoíca, a qual somos todos obrigados a ter e representar gosta de constante alimentação e ação, e o silencio ou a ausência de estímulos exteriores pode contrariar essa tendência ou não.

Por outro lado, o facto de poder ser imensamente libertador a ausência de estímulos exteriores a impactar em nós de formas pesadas ou mesmo toxicas, e o silencio pode ser aquele pequeno momento de respirar fundo ou simplesmente olhar para dentro de nós.

Devemos todos sem exceção, na minha opinião, testar os nossos silêncios e entender em sensações, pensamentos, emoções, fisicalidades, ideias, etc…que vamos tendo, o que está a ocorrer dentro de nós mesmos.  De que outra forma podemos entendermo-nos de facto?

Se sentir desconforto no silencio, não se apresse a “catalogar-se” como falha ou deficiência sua! Não se trata disso. Trata-se de uma desconexão global, um mimetismo coletivo ao qual estamos a ser sujeitos a seculos. Porque estamos programados de algum modo a entender que tudo o que precisamos vem de fora de nós. Começando no processo de infância, e estendendo-se ao longo de vidas. Sim escrevi vidas.

Portanto insista em ter momentos isolados de estímulos ou distrações, resista a tentação de estar sempre em distração exterior. Deste modo, parecendo não estarmos a fazer nada de mais e passando a “Linha imaginaria do aborrecimento”, entramos em conexão com nós mesmos. Passamos a ter acesso as sensações físicas, emocionais profundas, etc… que apesar do leitor@ achar ter acesso já agora, garanto que não é nem de perto 1 terço do que realmente poderia sentir. Relembro que alguns de nós estamos desconectados da realidade, e nos dias que se apresentam, tendencialmente mais.

Se por outro lado se sente confortável em estar no silencio, quer seja sozinh@ ou acompanhad@, então junte um olhar pelo seu corpo, reconheça-o, perceba o seu estado e abra mais espaço para reconhecer e descobrir ainda mais. Faça o mesmo em relação as ideias ou imagens, veja e deixe a “pagina” mental sair voltando ao silencio. Foco na ausência do som e estímulo, quer seja mental ou exterior, deixe ir simplesmente. 

O Outro

O Outro

Quem é “o outro” senão nós mesmos? Quem é “o outro” senão uma visão de nós mesmos? Nunca se perguntou?

Porque parece ser importante perceber e refletir sobre estas questões. No dia atual tod@s sem exceção estamos duma ou de outra maneira, mais ou menos conscientemente a culpabilizar “O outro” sobre a fonte dos nossos desconfortos e desarmonias. Não é verdade? Pense bem….

É ou não verdade de que “o outro” pais está a ser governado por “o outro” líder e que por esse facto tem uma influência mais ou menos direta nas nossas vidas?

É ou não verdade de que “o outro” vizinho nosso que tem “o outro” cão, e que por ser tão dócil, nos alegra o dia ao passar por ele?

É ou não verdade de que “o outro” empregado de mesa do restaurante a que fomos, serviu o casal da mesa 5 em 1º lugar quando foi a minha mesa que chegou 1º?

É ou não verdade de que “o outro” senhor que conhecemos no evento, nos ajudou a ganhar um novo entendimento e inteireza de nós mesmos?

Podíamos passar dias a fazer este exercício e concluiríamos que “o outro” está por detrás de muito do meu desconforto. E emerge então o interesse em perceber quem é e o que causa este rio de desconforto ou conforto.

Mas cortando caminho para o texto não ser longo e a reflexão não divagar, deixo-vos o convite de analisar o seguinte:

“O Outro” não existe. O que existe é sempre a minha humilde e limitada visão do outro. Em última instância nunca será o que o outro realmente é na sua verdade, mas sempre e reforço sempre, a nossa visão de “o outro”, e baseada então no nosso filtro preceptivo do mundo e das coisas e também, obviamente do “outro”.

Então para que serve toda esta reflexão? Para que o julgamento de “o outro” termine em nós. Para que entendamos que não mudamos “o outro”, que não dependemos absolutamente de “o outro”, que não somos escravos de “o outro”, entre muitas outras coisas, mas fundamentalmente permitam-me realçar…

O Outro que tanto criticamos permite-nos observar e situar em relação ao que somos, qual o nosso filtro, e com isso crescer avassaladoramente a nível espiritual, tarefa muito essencial sempre e mais nos dias atuais.

Me<3

Meditação

Meditar…

A nossa mente é quântica, isto significa caríssimos leitoras(es), que não tem conclusão, que nunca está terminada, que nunca se mantém igual. E porquê? Porque este é o princípio criativo de vida, este é o movimento do cosmos, da Terra, das células, das aves, dos micróbios, de tudo. Então para descomplicar este tema da Meditação precisamos primeiramente de ter uma aproximação ao que é a mente e os seus processos. Numa mente quântica a reprogramação ocorre a velocidade de cada experiência vivida, pela intensidade, pela emoção que gera a intensidade, pelo pensamento que gera essa emoção e pelo conceito criado ou memoria reportando ao tal pensamento ou padrão de pensamentos.

Então vamos todos parar de inventar que temos de acabar, matar, estrangular ou seja lá qual verbo finito, quando nos referimos a mente. A existência da mente não poderá jamais em tempo algum ser ignorada, pois é ela a processadora da informação sensorial, e que é essencial para viver neste plano existencial. O fluxo de pensamentos que temos, pode ser diferente de pessoa para pessoa e esses graus de variação são determinados por variadíssimos fatores como, família, emprego, etc… ou resumidamente ocorrências, experiências ou aprendizagens. Concordam? Porque estas experiências vão ditar aquilo que se apelida como “filtro de perceção” que como indica o nome, trata de filtrar o que nos acontece estabelecendo comparações ou criando novas ideias, que serão mais tarde usadas para comparar, classificar, determinar, estabelecer, etc. etc.. e tudo isto sempre no passado (memoria) e o futuro (comparação).

Vamos então resumir um pouco o que falamos:

Entre outras características a nossa mente quântica…

  • Perceciona o mundo sensorialmente e intuitivamente
  • Cria com isto ideias, memorias, conceitos
  • Compara experiências próprias ou não
  • Transita entre o passado e futuro e nunca Aqui e Agora conscientemente

Tudo o que precisamos entender acerca de meditar então, e a primeira coisa que aprendi foi que não se luta com a mente porque perdemos sempre. Em vez disso substituímos essa luta por uma atenção desprendida, vou tentar clarificar esta expressão paradoxal. Atenção desprendida prende-se com o um olhar atento, mas não participante nos pensamentos enquanto sujeito. O foco e atenção devem estar em foco em si mesmos, ou seja, partir da atenção e não da mente que vai sempre por defeito criativo, criar, comparar, estabelecer, controlar ou tentar controlar, determinar, isto ou aquilo, mudando muitas vezes. A desidentificacão com esta persona ou personagem a qual chamamos eu torna mais acessível esta forma de meditar. Já que a compreensão de que o que chamamos eu, são na verdade centenas de eu´s que se transformaram e voltaram a mudar, mas que paradoxalmente sentimos como sendo apenas. Eu.

Pedro

ARTIGOS

Ansiedade

“Ansiedade precisa de um@ ansios@o”

Na perspectiva psicológica atual do nosso estado global, verifica se um crescendo acentuado do medo em geral, e entenda se que a ansiedade é um subproduto do medo em parte,  ou tem a sua origem no mesmo. É claro que precisamos ganhar noção em 1o lugar de que o Medo é util, foi, é e será sempre util. No entanto, como tudo no Universo quando em demasiado,  torna se doloroso, mas é importante realçar que é util de alguma maneira.

A psicologia evoluiu e integrou novas formas de trabalhar estes medos, que absorvemos do colectivo e dos círculos relacionais que estabelecemos diariamente. Novas metodologias, ferramentas e visões muito úteis para a atualidade e que resultam parcialmente também, mas ainda é necessária a abordagem espiritual para complementar de forma definitiva, autonoma e independente de gestão de nós mesmos perante a compulsividsde de padronicamente termos pensamentos baseados no Medo, provindos do nosso subconsciente (que para quem não sabe, comunica conosco em 97% mais do que a mente consciente que usamos para as tarefas/desafios diári@os.

Então carissimos e estimadissimos leitor@es, vamos falar de soluções sim?
Então tudo se passa a volta de um denominador comum, o Eu que interpreta o que acontece (Presente),  estabelece previsões do que poderá acontecer (Futuro), compara com base no passado, estabelecendo que quer que se repita algo bom do passado, à frente no futuro, entre outra variações dependendo do contexto, historia, novela de cada um de nós.  O que me assiste realçar, é que nos eventos futuros é onde estão maioritariamente a correlações que despertam o Medo. Medo que aconteça ou que não aconteça é sempre Medo. O facto de acontecer ou se materializar essa previsão ou não é irrelevante para o nosso corpo emocional, já que dentro de nós construimos uma reconstituição de como poderá vir a acontecer determinada situação ou solução.  Isto produz aproximadamente o mesmo grau de emoção que produziria caso tivesse realmente acontecido.
Sim,  pensar em algo dentro de nós sem que tenha sido manifesto em realidade(3D digamos assim ) é quase pior do que a realidade em si mesma, pois as possibilidades que o nosso Ego vai estrapular podem ser do mais tóxico, irreal, nocivo e absurdo até.

O que há em comum:

1. Há sempre o Eu para o qual as interpretações de quase tudo são tragicas, negras, negativas, com base no medo
2.  A nossa identificação pessoal com este Eu dá a medida da intensidade das emoções absorvidas, e com base nas suas crenças consciente e inconscientemente alimentadas.
3. O filtro de percepção deste Eu com o qual nos identificamos é o portal pelo qual tudo tem de passar e ser interpretado.
4. Está exacamente neste ponto comum a mudança,  já que uma mudança de prespectiva pode alterar estas crenças.
5. Esta mudança requer previamente uma consciência presente de observação de nós mesmos, obtida através de sessão terapêutica, e vontade genuina de transformação.

Resumidamente o caminho passa por:

1. Consciência
2. Observação de nós mesmos ativamente com ajuda de meditação e terapia para esclarecer/decompor estes medos constantes.
3. Ação diferente com base no contrariar do comportamento padronizado
4. Analise de diferenças e resultados em nós mesmos perante a mudança na ação.
5. Desidentificacāo com as crenças antigas perante os resultados e analise dos mesmos.
6. Criação de espaço de auto observação e com algum apoio, sempre com Meditação.
7. Continuidade autonoma de gestão de nós mesmo à luz do que anteriomente aprendemos nas fases anteriores.


Abraços a tod@os



Me§

TAO

TAO não é definível, ou descritível. Quando explicado ou posto em conceito, o TAO deixa de existir porque qualquer que seja a definição conceptual que usemos, e por mais elaborada e logica que ela se apresente, está corrompida porque a fonte dessa explicação é a nossa visão e conceito do TAO.

Pese embora esta verdade, o TAO pode ser visto, sentido, entendido, estudado, etc… Na verdade todo@s estamos imensos no TAO quer estejamos conscientes disso ou não. Podemos velo na nossas relações, quando conhecemos e expandimos essa relação, mas que num momento mais a frente sentimos que já não faz parte da nosso ser aquela amizade e contraímos quebrando mesmo a ligação.

E na Natureza este movimento continuo entre a expansão e a contração, o YIN e o YANG interdependentes, em fusão mutua e infinita a manifestar-se. Quando olhamos para a arvore percebemos este movimento quando da semente mais contraída, sai a vida que rompe as barreiras do solo e se eleva em direção ao céu, para depois crescer, amadurecer, dar folha, flor e fruto e no final desse amadurecimento de fruto, do centro do seu YANG nasce o YIN da semente para novo ciclo e nova vida. Podíamos dar milhares ou milhões de exemplos, porque está em tudo, é tudo, e nunca separados, estas duas polaridades são UNAS.

Me§

Emoções

As emoções devem ser digeridas como qualquer alimento em nós. A diferença da digestão alimentar para a emocional, é que a emoção não se digere sozinha e requer a nossa atenção plena a ela, enquanto na digestão alimentar o organismo faz esse trabalho por nós sem que nos tenhamos de preocupar com nada. Mas as emoções não! Elas precisam da nossa atenção para serem metabolizadas e transformadas, transformando-nos pela sua maceração.
O contrário da expressão “O tempo cura tudo” que é claramente mentira. O tempo apenas cobre com poeira os detalhes que tornariam possível a digestão emocional, sendo assim então essas emoções não se escoam para um qualquer esgoto dentro de nós, mas somatizam-se no corpo físico e manifestam-se em patologia ou doença, limitação ou dor.

Me§

A Testemunha

Essa ilusão chamada Eu, a ser real então não haveria mutações deste Eu. O facto é que nos vemos como algo fixo e imutável, mas apesar de constatarmos que não é imutável (damos conta disso em várias situações, crescimento, contextos diferentes em que parecemos ser outra pessoa para adaptarmos, nos defendermos de alguma coisa, etc..) insistimos em pensar que somos aquele que sempre fomos, em última instância aquele Eu que chamamos. A verdade é que somos a testemunha que observa as mudanças e as mutações constantes de nós. Então a ilusão de Eu desaparece.

Me§

Graça Divina

“A bondade em palavras cria confiança; a bondade em pensamento cria profundidade; a bondade em dádiva cria amor. ” Lao-Tsé

Arvore e a vida

Símbolo da vida, a árvore é a prova viva da existência e do infinito ciclo de nascimento e morte. No seu momento mais contraído, é a semente que nas palavras de Jesus, terá que desaparecer para que brote a planta. No seu ponto mais expansivo, o fruto que após o seu amadurecimento fará o fruto cair e apodrecer. Esse finalizar de vida deixará a semente para o novo ciclo recomeçar.
Não compreendemos as árvores e por ignorância pegamos fogo, cortamos, esmagamos e vandalizamos estes seres. Em troco de satisfação doentia, em troco de dinheiro, poder ou interesse momentâneo.
Deus ensine os corações destas pessoas a respeitar e cuidar das árvores. Não só pela produção de Oxigénio que promovem, mas também pela sabedoria que carregam e pelo símbolo que representam na natureza perfeitamente imperfeita.
Que Deus nos ajude a ajudar quem promove o mal e destrói a vida.

Me§

Presença

Há algo em todos nós que é igual, algo que nos une, que é intemporal e eterno, algo além da identidade e além até do entendimento intelectual.

É essa Presença que representa a nossa verdadeira identidade, o nosso Real ser. É a partir dela que tudo é visto e percepcionado.

Tudo até mesmo a nossa própria mente e o mundo são vistos desse interior estado de Presença eterna.

Ao contrario de tudo o que consigamos identificar ou descrever, este estado de Presença, não é identificável, mensurável, quantificável e não pode ser tido como todos os conceitos ou ideias presentes no mundo ilusório.
Não obstante, ela vive e existe em nós e como tal pode ser vivida.
Assim devemos dedicar lhe a nossa atenção, mas para tal devemos desistir de nos iludir com o mundo que achamos ser a realidade ultima.

O nosso dever, é SER!

Me§

Espaço vazio

Somos compostos por isto! Poder-se-á dizer que somos feitos de espaço vazio ou energia, já que 65% é Oxigénio. Este não é o estudo mais recente, no entanto os recentes não diferem em grande parte.
Então sabendo que somos energia e que a composição não difere do resto do Universo (palavra que no seu significado quer dizer o Todo), será de entender que somos um com ele. Não estamos nele, isso é a ilusão separativa do Ego, não! Nós somos o Universo. Se explicasse isto a uma criança e usasse termos dela, diria que: “Sabes? É a mesma plasticina que nos forma a todos! No Universo está a mesma energia!” e estou em crer que entenderia. Porém achamos ser, a voz na nossa cabeça, o corpo que usamos, a casa que temos, o carro que utilizamos, os nossos eventos passados ou futuros, o nosso, a nossa, etc…
Pois é mentira, ilusão ou aparente realidade. Mas a verdade é que tudo se rege segundo as leis Universais e nunca será de outra forma. Temos de refletir melhor nisto, e procurar incessantemente Deus, pois é o que somos todos.

Me§

O meu…a minha…o meu…a minha…

O meu, a minha, o meu, a minha…. Estamos tão enganados e enfeitiçados com esta aparente realidade que perdemos a noção de nós mesmos. Ser popular é o novo falso Deus, com o culto da imagem e da aparência do “fazer parecer”. Por dentro reina o vazio deixado por esta filosofia virtual de aparências. Porque só quem é conhecido, reconhecido e popular é bom e digno. Não interessa o que tem por dentro, interessa apenas a capa. Comparável a comprar um qualquer item pelo seu invólucro sem nos preocuparmos com o que vem dentro dele. É isto que andamos a viver por este mundo fora, com sensação de sermos muito modernos e evoluídos. Esquecemos inclusive de nós mesmos no processo e sacrificamos mente, emoção, corpo e espírito nesta luta inconsciente.
Está na altura de acordarmos deste sonho fictício e abrir espaço para a verdadeira conexão com o meio em que vivemos. Venero em absoluto algumas tribos, ainda existentes em lugares remotos do nosso planeta, cujo conhecimento ainda não foi corrompido com esta patologia global. E que por isso vivem completamente conectados com a natureza e o seu meio, ao ponto de saber quando vai chover na semana seguinte, ao passo que nós “evoluídos” temos de consultar o boletim. Sabem onde está a colmeia por ver a abelha passar, enquanto nós não conseguiríamos ver uma cobra de 8m diante de nós naquela floresta, abrem a colmeia, tiram o que necessitam de mel e voltam a fechar, enquanto nós “evoluídos” pensaríamos em consumir tudo ou desperdiçaríamos os restos
Apenas alguns exemplos do nosso decrescimento coletivo para refletir.

Me§

Completamente

“Você tem apenas dois caminhos: você pode dar o seu coração e mente à autodescoberta, ou aceitar as minhas palavras com confiança e agir com base nelas. Em outras palavras, ou você torna-se completamente autocentrado, ou completamente não autocentrado. É a palavra “completamente” que é importante. Você deve ser extremo para alcançar o Supremo.”

Nisargadatta Maharaj

Energia

Só existe 1 Chi ou Ki. A Ilusão de haver 2 é meramente fruto da necessidade de comunicação que temos de ter. Nunca se esqueça! Tudo o que vemos, tocamos ou imaginamos sem materializar são a mesma energia, apenas que em estados diferentes. A água é subtil, leve e quente em estado gasoso, e pesada, densa e fria em estado solido, mas continua a ser água. Nós somos tal e qual a água, podemos achar que estamos separados entre nós, mas em verdade, estamos só em estados diferentes. No que toca a essência de nós, não temos diferenças.

Me§

Destino

“O que está destinado a não acontecer, não vai acontecer, por mais que você tente.
O que está destinado a acontecer, irá acontecer, faça o que você fizer para evitar. Então, a melhor opção é permanecer em silêncio.”

Ramana Maharshi

Matéria

Reza a lenda que um dia Buda foi abordado por 2 homens para que os ajudasse. 1 tinha posses e palácios muito luxuosos e a este Buda ofereceu um novo palácio mais luxuoso que os que já possuía.
O outro homem era pobre e possuía apenas um burro velho, com o qual viajava à anos. A este Buda retirou o burro.
Quando confrontado com estes atos pelos seus discípulos, Buda respondeu:
– “Ofereci novo palácio ao 1º para mostra-lhe que nada o vai satisfazer duradouramente”
– “Ao 2º retirei-lhe o único estímulo que o separava dele próprio e assim se iluminará”

Felicidade é só uma ideia

A chave da felicidade é a aceitação da impermanência de tudo. No Universo nada é estagne e tudo tem uma dinâmica ainda que pareça por vezes ser lenta, mas está lá.
Aceitar esta dinâmica é fluir com tudo, sem criar apegos a nada.
O sofrimento está presente nas nossas vidas, e tem algo para nos ensinar e fazer crescer. Sem ele não há contraste, não há evolução e não há vida.
Há sempre coisas que não somos capazes de alterar ou mudar, e há também as que podemos mudar dentro de nós. Essa mudança possível afeta a totalidade ou todo, assim como o Todo nos afeta a nós.

Me§

O Universo

Como poderia deixar de ser verdade esta afirmação, “você é o Universo”?
Para os mais céticos e científicos, será que na tabela periódica dos elementos químicos que compõem o Universo inteiro, conseguem identificar outros elementos que não existam em nós também?
Não? Não será então a prova de que tudo o que existe, é a mesma energia em nós também?
Em linguagem de crianças, não será tudo feito da mesma plasticina?
Nunca pensou sobre o assunto? Pois talvez seja preciso refletir melhor! Se somos compostos, de Oxigénio, Hidrogénio, Cálcio, Fósforo, Magnésio, Nitrogénio, Carbono, Zinco, Enxofre, Iodo, entre outros, então não são estes e outros elementos que o Universo contém?

Em conclusão, não estamos inseridos no Universo. Nós somos esse Universo!!

Me§