Meditação

Meditar…

A nossa mente é quântica, isto significa caríssimos leitoras(es), que não tem conclusão, que nunca está terminada, que nunca se mantém igual. E porquê? Porque este é o princípio criativo de vida, este é o movimento do cosmos, da Terra, das células, das aves, dos micróbios, de tudo. Então para descomplicar este tema da Meditação precisamos primeiramente de ter uma aproximação ao que é a mente e os seus processos. Numa mente quântica a reprogramação ocorre a velocidade de cada experiência vivida, pela intensidade, pela emoção que gera a intensidade, pelo pensamento que gera essa emoção e pelo conceito criado ou memoria reportando ao tal pensamento ou padrão de pensamentos.

Então vamos todos parar de inventar que temos de acabar, matar, estrangular ou seja lá qual verbo finito, quando nos referimos a mente. A existência da mente não poderá jamais em tempo algum ser ignorada, pois é ela a processadora da informação sensorial, e que é essencial para viver neste plano existencial. O fluxo de pensamentos que temos, pode ser diferente de pessoa para pessoa e esses graus de variação são determinados por variadíssimos fatores como, família, emprego, etc… ou resumidamente ocorrências, experiências ou aprendizagens. Concordam? Porque estas experiências vão ditar aquilo que se apelida como “filtro de perceção” que como indica o nome, trata de filtrar o que nos acontece estabelecendo comparações ou criando novas ideias, que serão mais tarde usadas para comparar, classificar, determinar, estabelecer, etc. etc.. e tudo isto sempre no passado (memoria) e o futuro (comparação).

Vamos então resumir um pouco o que falamos:

Entre outras características a nossa mente quântica…

  • Perceciona o mundo sensorialmente e intuitivamente
  • Cria com isto ideias, memorias, conceitos
  • Compara experiências próprias ou não
  • Transita entre o passado e futuro e nunca Aqui e Agora conscientemente

Tudo o que precisamos entender acerca de meditar então, e a primeira coisa que aprendi foi que não se luta com a mente porque perdemos sempre. Em vez disso substituímos essa luta por uma atenção desprendida, vou tentar clarificar esta expressão paradoxal. Atenção desprendida prende-se com o um olhar atento, mas não participante nos pensamentos enquanto sujeito. O foco e atenção devem estar em foco em si mesmos, ou seja, partir da atenção e não da mente que vai sempre por defeito criativo, criar, comparar, estabelecer, controlar ou tentar controlar, determinar, isto ou aquilo, mudando muitas vezes. A desidentificacão com esta persona ou personagem a qual chamamos eu torna mais acessível esta forma de meditar. Já que a compreensão de que o que chamamos eu, são na verdade centenas de eu´s que se transformaram e voltaram a mudar, mas que paradoxalmente sentimos como sendo apenas. Eu.

Pedro

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